O aumento do uso de celulares, jogos online e redes sociais entre crianças e adolescentes voltou a acender o alerta de especialistas em segurança digital. Autoridades reforçam que a proteção não depende apenas de aplicativos ou bloqueios automáticos, mas principalmente da participação ativa da família.
Segundo orientações de campanhas educativas recentes, muitos jovens passam horas conectados sem supervisão, consumindo conteúdos ou conversando com desconhecidos. Esse cenário aumenta os riscos de cyberbullying, aliciamento e exposição indevida de dados pessoais.
Outro ponto que preocupa especialistas é o uso de “linguagens escondidas” nas redes sociais. Emojis aparentemente inofensivos podem representar conteúdos impróprios, drogas ou conotações sexuais, dificultando a percepção de perigos por parte dos adultos.
Diante disso, a recomendação é que pais e responsáveis adotem medidas simples, mas eficazes, como:
- Definir horários para o uso de telas
- Evitar celulares e computadores nos quartos durante a noite
- Conhecer os aplicativos e jogos utilizados
- Manter diálogo constante sobre o que os jovens fazem online
Além disso, é essencial ensinar as crianças a nunca compartilharem dados pessoais, como endereço, escola ou fotos íntimas, e desconfiar de pedidos de segredo ou ofertas “boas demais para ser verdade”.
Especialistas reforçam que o exemplo também começa pelos adultos, com o uso de senhas seguras, autenticação em dois fatores e cuidado ao clicar em links desconhecidos.
No fim das contas, a segurança digital não depende apenas de tecnologia, mas de atenção, diálogo e orientação dentro de casa. Para muitos especialistas, é nesse ambiente que acontece o primeiro passo para proteger as novas gerações no mundo online.


