Às vésperas do Carnaval, uma operação nacional de fiscalização revelou um dado preocupante: centenas de produtos vendidos para a festa apresentaram irregularidades que podem colocar em risco a segurança dos consumidores. A ação, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, contou com a participação do Inmetro, da Anvisa e do MAPA.
Segundo o balanço divulgado em fevereiro de 2026, foram fiscalizados mais de 23 mil produtos relacionados ao Carnaval, incluindo fantasias, adereços, brinquedos, bebidas e itens de consumo. O resultado chamou a atenção: 942 irregularidades foram encontradas nas inspeções realizadas em estados como São Paulo, Bahia e Distrito Federal.
O que foi encontrado nas fiscalizações
Entre os principais problemas detectados estão:
- Produtos sem certificação obrigatória.
- Falta de informações de segurança e composição.
- Itens com risco potencial para crianças.
- Irregularidades em combustíveis vendidos em postos durante a operação.
Em ações paralelas, a fiscalização em postos de combustíveis também apontou centenas de infrações, indicando falhas em qualidade, medição e documentação.
Por que isso é preocupante
O período de Carnaval costuma movimentar bilhões de reais em todo o país, com aumento na venda de produtos sazonais. Muitos deles são fabricados ou comercializados de forma emergencial, o que eleva o risco de:
- Materiais inflamáveis sem controle.
- Tintas e maquiagens com substâncias tóxicas.
- Brinquedos e adereços que podem causar acidentes.
Autoridades alertam que a compra de itens sem certificação pode colocar a saúde e a segurança em risco, especialmente no caso de crianças.
Como se proteger
Os órgãos de fiscalização recomendam algumas medidas simples:
- Verificar se o produto possui selo do Inmetro.
- Evitar itens sem identificação do fabricante.
- Não comprar produtos de procedência duvidosa.
- Dar preferência a lojas conhecidas ou oficiais.
O que esperar para os próximos dias
As operações devem continuar durante todo o período pré-Carnaval, com novas inspeções em diferentes regiões do país. A expectativa do governo é retirar produtos irregulares do mercado e orientar comerciantes e consumidores.
Com a proximidade da festa, o alerta é claro: economizar alguns reais pode sair caro se o produto não for seguro.


